09/03/2020

Março é o mês de conscientização sobre o câncer colorretal

Março é o mês de conscientização sobre o câncer colorretal

O câncer de intestino abrange os tumores que se iniciam na parte do intestino grosso chamada cólon, no reto e ânus. Também é conhecido como câncer de cólon e reto ou colorretal. A incidência da doença tem crescido entre jovens e adultos e, por esse motivo, a American Cancer Society (ACS) começou a recomendar o rastreamento do câncer colorretal de 50 para 45 anos para pessoas sem história familiar de câncer ou  que apresentam pólipos intestinais. O Instituto Nacional de Câncer – INCA estima para cada ano do triênio 2020-2022, cerca de 20.520 novos casos em homens e 20.470 em mulheres no Brasil.

No entanto, quando existem casos da doença na família, é fundamental que as pessoas da família passem por um  aconselhamento genético para ver a necessidade de realização de exames genéticos que possam identificar genes envolvidos no surgimento da doença caracterizando uma síndrome hereditária de câncer. “Entre os principais exames para o câncer colorretal destacam-se os  Paineis Câncer Colorretal e Curto Hereditário, que irão identificar  genes envolvidos na pré disposição genética do câncer. As síndromes hereditárias mais comuns associadas ao câncer colorretal são: polipose adenomatosa familiar, câncer colorretal hereditário sem polipose, síndrome de Gardner, síndrome de Lynch, síndrome de Peutz-Jeghers e polipose MUTYH. Os exames genéticos podem diagnosticar as alterações genéticas associadas com estas síndromes hereditárias e permitir um diagnóstico precoce da doença e conduta médica diferenciada. Se na sua família há histórico familiar de pólipos, câncer colorretal, ou outros sintomas ligados a essas síndromes, converse com seu médico sobre aconselhamento e exames genéticos”. explica a coordenadora do Setor de Oncologia Molecular do Mantis, Graziele Moraes Losso.

“Além das questões genéticas, existem  outros fatores de risco para o câncer colorretal como: idade igual ou acima de 50 anos, excesso de peso corporal e alimentação não saudável (ou seja, pobre em frutas, vegetais e outros alimentos que contenham fibras), consumo de carnes processadas (salsicha, mortadela, linguiça, presunto, bacon, blanquet de peru, peito de peru e salame) e a ingestão excessiva de carne vermelha (acima de 500 gramas de carne cozida por semana), tabagismo, sedentarismo e consumo excessivo de álcool”, destaca Graziele Moraes Losso.

 

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